Manifestações culturais .

Foto:Internet

A quadrilha junina é uma das expressões populares muito forte.

São Gonçalo do Amarante além da culinária, do artesanato e monumentos históricos conta em seu acervo cultural com diversos grupos de dança que vem ao longo dos anos mantendo a identidade sem perder nehum traço.

Alguns grupos:Bambelô da Alegria,Boi Calemba Pintadinho,Grupo Parafolclórico Folguedos,Pastoril Estrela do Norte – IACEMF,Grupo Parafolclórico Coco do Calemba e Pastoril Dona Joaquina.

Estas ações,manifestações e grupos de cultura popular são perpetuados por heróicos munícipes que ao longo dos tempos vão mantendo viva as tradições. O que é interessante observar que os grupos contam com uma variedade de idades em suas apresentações e com isso explicando e incentivando todas as gerações a manterem viva a história popular. O verdadeiro palco deste povo é o seu cotidiano, seus desejos, suas crenças, suas lutas e vitórias. Passar nesta cidade é respirar cultura onde a iniciativa popular é forte.

"O verdadeiro palco deste povo é o seu cotidiano, seus desejos, suas crenças, suas lutas e vitórias "

- Editorial

O “Boi-Calemba” é a versão potiguar do “bumba meu boi”. Também conhecido como Boi de Reis, é um auto popular que trata da morte e ressurreição de um boi. É composto por “enfeitados” e “mascarados”, divididos em Mestre, Galantes e Damas. Executando cantigas antigas, eles fazem a coreografia ao som da rabeca. O figurino é enfeitado com fitas coloridas e espelhos, proporcionando um interessante efeito visual. Os mascarados representam a parte cômica da dança. O trio formado por Birico, Mateus e a Catirina se apresentam usando roupas vermelhas, rostos pintados e se utilizam dos gestos e paródias dos galantes. Outras figuras integram a apresentação como a Burrinha, o Bode, o Gigante (cavalo marinho), o Jaraguá e o Boi. Os instrumentos utilizados são a rabeca, o pandeiro e alguns instrumentos de corda, podendo ser substituídos pela sanfona. Em São Gonçalo do Amarante-RN, o Grupo Boi Calemba Pintadinho é um dos grupos mais tradicionais do Rio Grande do Norte, possuindo mais de 100 anos de existência.

O congo é uma prática africana que foi adaptada no Brasil pelos escravos e filhos de escravos, que reúne não só elementos temáticos africanos, mas também ibéricos, cuja difusão vem do século XVII. No Brasil, os missionários católicos conseguiram conservar estas danças guerreiras e batizaram-nas introduzindo elementos do cristianismo. Os escravos, que na sociedade colonial constituíam-se simples instrumento de trabalho, tinham, graças à influência da igreja, a permissão de comemorar certos dias do ano, com festas, estes dias eram comemorados com a congada, permitida pelos patrões e pela igreja. A dança era incentivada pelas autoridades para manter a ordem nas senzalas. É que os negros se confortavam em assistir seus reis representados nas congadas. Não se tem ideia em que região brasileira surgiu à congada. Representam uma “Embaixada da Rainha Ginga”, soberana africana ao Rei Cariongo seu irmão, cujo objetivo principal é o trânsito das tropas da rainha pelas terras do rei, resultando na morte do príncipe, filho dele. Em São Gonçalo, os “Congos de Guerra” é um grupo folclórico de Santo Antônio do Potengi, em São Gonçalo do Amarante, remanescentes dos antigos Congos de Saiote, também do município. Os Congos contam a história de uma batalha entre as hostes guerreiras de dois soberanos africanos, o rei Henrique Cariongo e sua famosa irmã, a rainha Ginga. Os cantos são diversos e a indumentária varia de acordo com a criatividade, praticamente feita na base da improvisação. Os personagens principais são o rei Cariongo, o príncipe Sueno, seu filho, o secretário do rei, o embaixador da rainha Ginga, além dos soldados de Cariongo e de sua irmã, aproximadamente quinze brincantes. O repertório musical inclui marchas guerreiras, benditos e outras cantigas. O núcleo dramático é praticamente todo o auto: o combate entre os dois monarcas. A dança é acompanhada pela rabeca, violão, pandeiro, triângulo e agogô, tornando o folguedo uma grande festa.

O Pastoril é um dos quatro principais espetáculos populares do Nordeste brasileiro. É uma tradição centenária de São Gonçalo do Amarante e voltou a tomar força com a oficialização do pastoril Dona Joaquina, em 2005. O grupo reúne descendentes e simpatizantes dos antigos grupos de pastoris da cidade, resgatando e mantendo a tradição cultural da Lapinha e do Pastoril na região. O grupo potiguar é formado por 18 pastorinhas, com idade entre 16 e 25 anos. Oriundo dos dramas litúrgicos representados nas Igrejas, aos poucos desvinculou-se dessa característica natalina, tornando-se o folguedo de maior aceitação popular no município. Essa brincadeira de mocinhas, traz como marca principal a herança recebida de avós, bisavós e de todas as matriarcas da região onde se origina o grupo. O Pastoril é formado por dois cordões (azul e vermelho) e caracterizado pelo canto de jornadas de saudação ao público, louvação ao Messias e exaltam o próprio pastoril. A concepção cênica é sempre formada pelo espírito de competição entre os dois grupos (cordões). À frente estão a “Mestra’ do vermelho e a “Contramestra” do azul, seguidas das pastoras. A mediadora da rivalidade é a “Diana”, vestida nas duas cores.

Os “Bambelôs” constituem-se em danças ao som do tambor, batendo ritmicamente. O solista, no centro da roda de dançarinos, executa uma série de passos. Ao terminar aproxima-se de um dos participantes, convidando-o para dançar através de um gesto denominado umbigada. A ação é repetida até que todos participem da brincadeira. Os versos cantados são simples, sempre com um refrão que todos respondam

Fonte:Prefeitura municipal de São Gonçalo do Amarante

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